quinta-feira, 17 de setembro de 2009

QUE SOLUÇÃO?

Caindo de degrau em degrau ou aproximando-se quase irreversivelmente do abismo, por muitas causas próprias alheias, o Belenenses dificilmente terá um futuro digno.




Haverá alguma solução possível?




Não haverá decerto com mais do mesmo, e aí incluo os tiques de pseudo-modernismo, que mudam as palavras mas que são tristemente retrógrados e possidónios. Tristemente e pateticamente.




Só algum homem, preferencialmente dois os três homens de excepção, rodeados de uma equipa competente, séria, dedicada - e incansável - poderia comseguir uma reviravolta.



Os homens excepcionais, por definição, não abundam. Aliás, a massa pensante azul é hoje em dia muitíssimo medíocre, como já vimos.



Acresce um problema: dada a palermice reinante entre os associados, um homem de excepção jamais seria entendido, seria apodadso de louco e coisas piores, e seria eleitoralmente cilindrado por um cizentão da continuidade ou por um repetdor de chavões empresariais.



De modo, que a única ínfima hipótese seria homens mais ou menos normais, de inteligência mediana (mas conscientes de tal), e dedicados, sérios, competentes e incansáveis serem eleitos e permitirem ser bem e continuadamente aconselhados por alguma(s) inteligência(s) excepcional(is).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SERÁ POSSÍVEL?

Ainda não tinha entrado ou, à conversa com amigos, não ouvi.

Mas li num jornal que foi assim.

O speaker desejou felicidades e pediu um aplauso para Weldon, para Júlio César (!), para Ruben Amorim (!!!) e para Jorge Jesus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E parece que o pedido foi correspondido!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Será possível, Deus meu?!?!?!?!?!?!?!?!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

MISERICÓRDIA...PARA OS OUTROS


Num acórdão divulgado hoje, terça-feira, o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias ressalva que "a legislação portuguesa constitui uma restrição à livre prestação de serviços", salientando, contudo, que tal pode ser justificado "por razões imperiosas de interesse geral".

"O objectivo de combate à criminalidade invocado por Portugal pode constituir uma razão imperiosa de interesse geral susceptível de justificar restrições quanto aos operadores autorizados a oferecer serviços no sector dos jogos de fortuna ou azar", lê-se no acórdão.

No caso português, o tribunal considera que a Santa Casa está sujeita "ao controlo rigoroso do Estado".

Por outro lado, o acórdão assinala ainda o risco de um operador "que patrocina certas competições desportivas sobre as quais aceita apostas e certas equipas que participam nessas competições se encontrar numa situação que lhe permite influenciar, directa ou indirectamente, o resultado e assim aumentar os seus lucros".

A luta judicial iniciou-se há quatro anos, quando a Bwin patrocinava a Liga Portuguesa de Futebol e a Misericórdia de Lisboa aplicou multas administrativas à empresa (74 mil euros) e à Liga (75 mil euros), alegando o monopólio do jogo em Portugal.

A situação levou as duas entidades a recorrerem para o Tribunal de Recurso do Porto, o qual, por sua vez, solicitou ao Tribunal Europeu uma "clarificação" relativamente à legislação portuguesa.

O veredicto do Tribunal Europeu de Justiça será remetido ao Tribunal de Recurso do Porto e poderá ser um primeiro passo para ajudar a definir os contornos em matéria de legislação do jogo em Portugal.

O litígio com a Bwin, que patrocina as camisolas do Real Madrid, foi um dos primeiros abalos em matéria de monopólio da Santa Casa, embora a empresa concorrente BetClick já esteja também envolvida em medidas judiciais.

A BetClick anunciou a 04 de Agosto o patrocínio das camisolas do Nacional, Académica, Sporting de Braga, Vitória de Guimarães, Naval, Rio Ave, Paços de Ferreira, Olhanense, Belenenses, Leixões e União de Leiria, mas a Santa Casa interpôs uma providência cautelar.

Ainda sem decisão final - os clubes continuam a apresentar o patrocínio nas camisolas -, a Santa Casa pretende, com a providência cautelar, suspender os contratos com os 11 clubes da Liga Portuguesa e aquela empresa de apostas.

Enfim...

Em todo o caso, a Igreja Católica é a coisa mais parecida em Portugal com o Benfica, ou o bi/tri-sistema. Logo, pouco espanto. Mesmo se, na aliança habitual, o materialismo igréjico convive com o materialismo "quero-lá-saber-disso", e esse é o caso das Sras. Maria Barroso, Nogueira Pinto, etc, etc.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E FORA DAS (PSEUDO)ELITES?...

... também é uma tristeza. Um mar de parvoíces.

O populismo é sempre mesquinho, miserabilista e de chinelo no pé

A rebeldia é só para se abandalhar: não pagar, não ir, não estar, "ficar outra vez em 3º lugar ou melhor? És mas és maluco".



E então? Está muito difícil. Haverá alguma hipótese? Veremos noutro post.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

VICIADOS


Tal como tinha dito...

http://belenensescasual.blogspot.com/2009/08/e-como-droga.html

Depois do Bastos vem o Vale e agora o Adu.

E pronto, agora é só começar a gritar Fredy para o banco e o Adu a titular.

Conhecem algum palavrão bem-educado que eu possa dizer?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

(Não) ELITES

O essencial de um clube são as suas gentes, a sua identidade distintiva e a vontade radical de se afirmar e vencer.
Nada me seria mais agradável do que ver o "povo" Belenenses mobilizado, unido* e afirmativo de uma identidade própria.

A ideia de multidões horroriza, geralmente, a suposta elite "azul". Porquê? A resposta é simples: porque são elites fracas, que têm medo de se confundir. O homem verdadeiramente superior sente-se igualmente bem/mal com um rei ou com um carroceiro.

Desprezo as (supostas) elites porque sou, na verdade, elitista. Essas supostas elites (incluindo oscandidatos a opinion-makers dos blogs), para mim, são banais, míopes, um mero produto de influências e de modas. São quase estéreis. Não as distingo das não-elites, da mesma forma como não distingo os grão de areia um pouco maiores dos que são um pouco menores. E, por isso, apenas o areal seria suficientemente grande e me despertaria algum interesse.

As pseudo-elites, nomeadamente do Belenense, só pensam, fazem e dizem vulgaridades. Talvez funcionem bem numa empresa, que é quase sempre outra vulgaridade. Mas não dão para mais.



* Unido no ideal de um clube, não de uma direcção de amigos ou num tipo que durante os meses dá uns pontapés na bola com a nossa camisola, a rodar para um dos nossos verdugos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PEQUENO RAIO DE SOL ENTRE NUVENS CARREGADAS

...Ou uma pequena alegria numa profunda tristeza.

Ganhámos e tenho a certeza que ninguém pode ficar mais satisfeito do que eu quando o Belenenses ganha.

Mas as reacções da maioria (tristemente, é já a maioria) dos associados mostram claramente que não anseiam mais do que um clube de 2ª linha.

Aliás, não têm nenhuma noção de clube. Qualquer "Manel" que dê uns pontapés na bola é mais importante que a identidade, o orgulho, a história e o futuro do clube.

Assim, pouco futuro haverá.

(Adicionalmente, há muita sacanice. Mesmo de quem não a devia ter).

P.S - Espero que não se vá a correr vender o Fredy. E a ser, que seja bem - coniderando o valor e o destino.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ASSOBIADELAS

O Belenenses tem manifestamente falta de clubismo.

O clubismo revela-se na afirmação da identidade e na assunção clara de rivalidades que valham a pena.

E revela-se na militância. Esta, contrariamente ao que entre nós se quer fazer crer, não se traduz apenas em estar presente. Nem sequer se traduz somente em estar "presente" e apoiar. Adepto a sério, está presente e apoia ou protesta (reclamando ou assobiando), conforme a situação.

Uma boa assobiadela na devida altura pode ser remédio santo.

Lembro-me que a melhor classificação dos últimos 21 anos teve uma monumental assobiadela quando a equipa andava lá pelo 7º lugar. Tínnhamos empatado em casa com o Espinho e até tínhamos mandado umas bolas à trave. Mas os sócios não gostaram da atitude. Houve um ou outro jogador que reagiu mal; porém, a partir daí, foi sempre a subir. Ficámos em 3º, e com mais 2 jornadas ainda passávamos ao Benfica e íamos ao 2º lugar.

Já agora, embora não goste de invocar exemplos alheios, lembro rapidamente o ano em que o Sporting pôs termo ao jejum de 17/18 anos de campeonatos. Andava o Roquette a falar no projecto (de que nenhum dirigente deles agora não sabe como se livrar...), e nada. Levou uma asssobiadela (e não só...) de todo o tamanho, demitiu-se, acabou-se a história do projecto e os lagartos foram campeões. Nessa época. o adepto venceu o projecto.



Voltemos ao Belenenses. Anda aí gente incomodada por o Filipe Bastos ter sido assobiado na apresentação por um segmento de sócios.

Ora, eu acho bem que tenha sido. Os empréstimos vindos de clubes portugueses são das piores coisas que nos podemos fazer. É uma traição. Logo, deve ser verberada. Ah, e tal, a direcção foi eleita democraticamente. Pois foi (embora com base na mentira, como veremos em breve). Mas a democracia implica também o razoável "direito à indignação".

Claro que o protesto deveria ter sido dirigido à Administração - dentro de limites razoáveis, repito - e não ao jogador. Claro que o rapaz não fez mal nenhum. No entanto, esta circunstância é mais ou menos irrelevante. A mensagem passou. Foi um sinal de resistência e de clubismo. Quanto ao jogador, ele sabe que os assobios não lhe poderiam ter sido dirigidos. E tem que saber porque é que houve assobios. De resto, se for inteligente, fica já avisado. A malta Belém a sério detesta o Benfica. Portanto, não venha cá com entrevistas sobre o Benfica e a rodagem.
P.S.- Quero lá saber dos jogadores! A mim o que me importa é o Belenenses, que é infinitamente maior que um jogador.

TRAULITEIROS

Parece que as "birras" (legítimas,porventura) de Adriano acabaram.

E acabaram, depois de uma noite destas ter sido espancado.

Como deixou de treinar, foi objecto de um processo no F.C.Porto.

E agora vai emprestado para o Braga. A traulitada resultou.

"Tudo isto existe, tudo isto é triste"

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PROPAGANDA LAMPIÃ

A edição de A BOLA de hoje é das coisas mais nojentas que já vi...

Os textos de Fernando Guerra e Delgado são inenarráveis.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

É COMO A DROGA

Ter emprestados é como a droga e outros vícios...

Mesmo quando se diz que é só desta vez, porque estamos em baixo, blá-blá, uma vez metidos nisso, nunca mais se sai. "Eu não gosto de emprestados mas adoro-os".

Pior ainda se em vez de ser um clube que vem de baixo para cima (tipo Braga ou Nacional), é o clube que, por excelência (o Belenenses), vem de cima para baixo.

O QI da nossa massa associativa é bastante baixo...

sábado, 8 de agosto de 2009

Se o Belenenses ainda existisse...

Se o Belenenses ainda fosse o Belenenses, amanhã haveria um grande protesto contra a vinda do Felipe Bastos emprestado. Mas sei que não vai haver, por isso, com muita pena e dor, fico em casa.

domingo, 26 de julho de 2009

ARRUAÇAS

Parece que o Administrador da SAD sr. Miguel Ferreira terá sido abordado de forma intempestiva por um sócio (versão do jornal A) ou vários sócios (versão B).

Houve quem logo gritasse puritanamente "arruaça, ai!".

O ocorrido, qualquer que tenha sido a sua dimensão, suscita-me os seguintes comentários:

1) Acho triste e muito reprovável qualquer acto de intimidação, sobretudo gratuita e/ou em posição de fraqueza da(s) vítima(s). Até por isso, sou contra touradas. Portanto, a minha reprovação não é por snobismo, "queqice" estéril e pretensão de elitismo mas por repúdio vivo.



2) Não obstante, o Belenenses até precisa de convulsões, que não estas, para despertar do seu torpor.
3) A prolongada e costumeira falta de informação aos sócios, o vazio de comunicação, facilita em muito estas coisas.
4) Nunca se vê o essencial no CFB...

sábado, 25 de julho de 2009

AGORA OS HOMENS VÃO TRABALHAR

Acho que sim, que vão.

Claro, ao seu ritmo, e dentro das limitações das suas capacidades.

Mas não dá mais para disfarçar, já se perderam timings, já se fez o que não se devia, já não se pode fazer coisas que se devia, agora é o salve-se quem puder.

Obviamente, nesses termos, as possibilidades de errar são maiores, e a dificuldade de acertar aumentou na proporção da rota derrotista já traçada.

Tinha que ser assim? Claro que não!