quarta-feira, 30 de junho de 2010

PENSANDO BEM...

Até podia votar nulo.

Mas pensando bem, vou votar na Lista B.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ALGUM DIA HAVIA DE ACONTECER...

Desde que me lembro, o Belenenses sempre apostou em fazer dinheiro, e nunca apostou em ter (muitos) adeptos.

Sempre, pelo menos desde há cerca de 40 anos.

Campanhas de sócios, não há sei lá desde quando. Mas, pior, não existe, desde há muitas décadas, campanhas de adeptos. A verdade é que há adeptos que não são sócios e sócios que não são adeptos.

À parte apostas falhadíssimas - em alguns casos ridículas -, nos últimos 25 anos tentou-se o bingo e as piscinas. Agora, está no ar a questão da rentabilização dos espaços no Restelo.

O bingo foi um grande sucesso (apesar de tanta coisa...). Até porque saca dinheiro a lagartos e lampiões.

Já as piscinas tiveram um efeito perverso: empestaram o Belenenses de lampiões e lagartos. A propósito, acabe-se com a Natação competitiva, já! Pelo menos a competitiva, se é que não se devem mesmo fechar e reconverter (o espaço de) as piscinas. Nunca me entusiasmaram, porque era previsível que trouxessem sócios (agora já bem poucos) mas não adeptos. Deveriam ser sempre vistas como coisa acessória. Os sócios vão-se, só os adeptos militantes ficam.

Já perguntei a pessoas que fizeram Natação no Belenenses se houve algumas acções ou iniciativas ou esforços - alguma coisa que fosse - para as induzir a ser adeptas do Belenenses. A resposta foi sempre a mesma: não, nada. Significativo!...

Por isso (e pela nossa distinta maneira de estar até há alguns anos) temos muito, mas muito mais, simpatizantes do que sócios e adeptos.

Nunca ninguém colocou a sério a pergunta: porque temos tão pouca gente no estádio? A resposta, mesmo desmentida pelos factos, é sempre a frase feita: porque temos maus resultados, porque "não ganhamos nada". O facto é que clubes com piores resultados e menos adeptos, têm mais gente nos estádios. Aqui, ainda se poderá retorquir: ah, é que no nosso código genético está sermos vencedores, e como não somos... Será? Para efeitos de imagem, e de defesa, dou mérito a essa resposta. Mas infelizmente é falsa. Se dividirmos a história do Belenenses ao meio, na 2ª metade, essa matriz desapareceu, não apenas factual mas potencialmente. No nosso código genético ficou o faduncho do anãozinho coitadinho.

Na verdade, os belenenses têm pouca cultura e mentalidade de adeptos. Por isso, parecem menos do que são. Muitos tornaram-se adeptos contabilistas. Só aí tentam vencer. O seu acto supremo de belenensismo é pagar as quotas e por vezes lugar cativo, embora o deixem por ocupar épocas a fio; ou, noutros casos, o acto supremo de belenensismo, omitido o anterior, é discutir as contas.

E algum dia haveria de acontecer: de tanto falar no dinheiro, ou na sua falta, aconteceu-nos o que sucede aos que olham demasiado para os muros a conduzir. Agora, realmente, não temos dinheiro.

Mas, não só não temos dinheiro, como as pessoas estão-se a borrifar para o Belenenses. Secou-se, quando não mesmo se abortou, os seus sentimentos, o seu instinto e a sua paixão de adepto. Não há nada nem ninguém a quem apelar. Como a todos os avarentos e forretas, secos, frios, que empobrecem e adoecem, não há ninguém para os cuidar e acompanhar.
Para quem tem dinheiro, as pessoas podem ser números. Mas, precisamente por isto, só se interessam quando essas pessoas são ou se traduzem em grandes números. Quem vai apostar num clube (eu sei que "devia" dizer "marca" - mas que adianta ou altera?) que voltou costas aos adeptos e a quem os adeptos voltaram costas?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ENTÃO NÃO ERA AGORA?

Durante anos e mais anos, ouvimos ferrabrazes da gestão e outros emproados dizerem que ainda não era o seu tempo, que era preciso deixar (o Belenenses) no fundo, para então virem salvar, reorganizar e reorientar o clube.

Nunca entendi essa postura sádica (na melhor das hipóteses sado-masoquista, mas sempre mais sádica que masoquista). Mas bem:

Agora que bateu no fundo vão finalmente aparecer, certo?


Ou não batemos no fundo? Ou não vão aparecer?

Ou no fundo estão, como sempre estiveram, basicamente a borrifar-se?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

O PROBLEMA

O problema do Belenenses é puramente humano.

Não há outro.

Não espero que me entendam. Justamente porque tal problema impede a compreensão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

QUE GENTE!

Henrique Abecassis, Viana de Carvalho,

Duarte Ferreira, Miguel Ferreira...

Tristeza, miséria, vergonha, lata desmedida!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

NOTÁVEIS?

Que tal 30 ou 40 notáveis agarrarem em 500 euros e ajudarem o Futsal?
Era decerto bem mais último do que as entrevistas de treta que dão, em que nunca, de resto, dizem nada que promova a imagem do clube.
São secos que nem um deserto...
Deixem uma vez na vida as altas esferas e os camarotes e desçam cá abaixo!
O Belenenses, para sobreviver, preçisa de alegria e de frescura como a de Sábado.
Ou julgam que é só com "cortar" e "rigor" que entusiasmam alguém?
Vá, num jantar, ou em dois os três conforme os grupos, abram os cordões. Que aqueles a quem não faz falta deêm o exemplo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

AINDA BEM QUE HOUVE SÁBADO

A equipa de Futsal do Belenenses deu uma grande alegria aos seus adeptos com paixão, ao arrebatar a Taça de Portugal 2010.

Há muito que merecia um título, este grupo de trabalho que é hoje, infelizmente, um caso à parte no Belenenses, pela sua capacidade de trabalho, respeito pelos adeptos, paixão e ambição.

É, por isso, um exemplo raro, muito raro.


Ainda bem que houve este sábado, porque no Domingo e por estes dias a seguir é a insuportável festa e lavagem cerebral dos lampiões, seja os do futebol (Benfica e afins), seja os de tipo pseudo-religioso: vem ai o papa e a Igreja Romana é o Benfica da pseudo-religião (tal como quem não pensa é, por defeito, do Benfica, em Portugal, também quem nada se questionou, é católico - não praticante, como sublinham). Ao menos, há algo de grato para recordar...

domingo, 25 de abril de 2010

A entrevista de Viana de Carvalho à Bola

Eu diria que é fazer dos sócios parvos.

Talvez muitas vezes tenham (tenhamos) sido mas isto é demais.

Como diria a minha mãe, isto é caso para "esfregar o papel na cara até que o papel seja papel".

As perguntas e o intróito é anedótico (ex: vejam lá, só por descerem de divisão, estão descontentes...) não ao Belenenses claro. E se não é ao Belenenses, é a quem e porquê?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

POUCOS E BONS?

Há muitos belenenses que se gostam de definir como "poucos e bons".

Não penso assim.

Na média, hoje em dia, são francamente maus; e por serem maus é que até (a)parecem poucos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

OS FERRABRAZES

Os mitos dos grandes gestores empresariais que vão fazer ...alguém sabe o quê?

São os Ferrabrazes das grandes dietas, de uma "filosofia particularmente dura". Qual o resultado? "Com habilidade e sorte, o clube poderia manter uma equipa com capacidade para continuar na I Divisão".

E se não houver habilidade e sorte?

"Se isso não acontecesse não poderia ser encarado como uma fatalidade, mas sim como uma etapa de um plano a 10, 15 ou 20 anos, que visa a eternização do clube com orçamentos elevados que permitissem, então sim, um nível de I Divisão".

Estas são citações de uma entrevista de um desses D. Sebastiões: Pedro Queiroz Pereira (pessoa certamente muito respeitável, enquanto pessoa. Não é isso que discuto). Não se ofusquem com o brilho fátuo de milhões e leiam bem.


Em resumo, com essa brilhante gestão (empresarial!), daqui a 15/20 anos, o Belenenses poderia então estar na 1ª Divisão - onde esteve toda a sua vida, menos 3 anos. Daqui a 15/20 anos, note-se. Provavelmente, com 5 adeptos resistentes. Seria esse o projecto (?) desportivo (?).

Mas até isso seria uma grande benesse, pois "Tenho metas empresariais a atingir. Tenho obrigações para com os meus accionistas, sociedades que lidero e respectivos trabalhadores e não poderia dispensa tempo para colaborar numa tarefa dessas".

Mas pronto, eu é que sou maluco por não mitificar - no e para o Belenenses - as empresas e os gestores...

As Tesouras

As tesouras estão sempre a tinir...

No Belenenses, o diagnóstico é sempre o mesmo: despesismo, megalomania.

Não tenho visto nada "mega". Mas enfim.

E a receita é sempre a mesma. Lá vêm os ferrabrazes da gestão empresarial cortar, cortar e cortar. Dizem que é o rigor. Que daqui a uns anos é que vai ser (há 34 anos que se diz isso). Que na "minha empresa" e coisa e tal.

Cortar, cortar, cortar. Mas cortar é fácil. E aumentar receitas? Ah, isso já dá um trabalho do caraças. Bom mesmo é cortar. Resolve-se a coisa num instante, sem chatices. Até se pode dizer que faz parte do "projecto". Projecto que nunca é desportivo, claro!

segunda-feira, 22 de março de 2010

NA MINHA EMPRESA...

Está na moda, no Belenenses, começar as frases por: "Na minha empresa...".

Sempre que vem esta maluquice da "empresa" é certo e sabido que lá vai o Belenenses mais ao fundo...

Aqui há uns tempos, era "um gestor" que precisávamos. Num ano tivémos dois, Fernando Sequeira e Viana de Carvalho, e foi o que se viu. E tem visto. Fernando Sequeira ainda teve atenuantes.

"A minha empresa..."! Ora bolas! Sinais de um tempo em que os homens são escravos das empresas, que se supunha servirem o homem. Mas hoje tudo se sacrifica aos caprichos das empresas. E do mercado. Enfim, neoliberalismo à solta.

"Na minha empresa..."!. Que treta do caraças! Vamos a ver se nos entendemos: qualquer tipo, até um asno, tem ou trabalha numa empresa. Nada de mais. Muitíssimo mais difícil é fazer um clube, um grande clube, um clube de sucesso. Para isso é preciso muitas mais, muitíssimas mais coisas do que para fazer uma empresa. Coisas que no Belenenses nem se imagina...

"A minha empresa" quer dizer, apenas, incapacidade de gostar a sério do Belenenses. Mais nada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

E AGORA CORREM!

Eu não sei, mas ouvi dizer

que agora é a que a direcção anda a correr


Bom, não muito, receio. Mas anda um bocadinho.

Será por haver uma lista de assinaturas para convocar AG para discutir a sua destituição?

Não sei. Mas é bem capaz. O que diz muito, pois se é isso que faz mudar o marinbanço...